quarta-feira, 6 de julho de 2011

Operação Água Espraiada

De cima, a vista é deslumbrante

Em continuação a essa linda paisagem da Cidade de São Paulo chamada de "Ponte Estaiada Octávio Frias de Oliveira" está o desespero de milhares de pessoas que vivem nas imediações.

No dia 04/07/2011, segunda-feira, a Câmara Municipal de São Paulo (CMSP) aprovou o Projeto de Lei 25/2011, do Executivo, que prevê alterações na lei municipal que instituiu a “Operação Urbana Água Espraiada”. O projeto foi aprovado por 39 vereadores, enquanto 15 votaram contra.

O projeto prevê a construção de um túnel de 3 km de extensão, ligando a Avenida Jornalista Roberto Marinho à Rodovia dos Imigrantes, poços de ventilação, áreas de respiro da obra e mais um parque linear. A obra do túnel faz parte de um pacote de mudanças que se transformará na maior desapropriação e remoção de famílias da história da cidade.

As desapropriações de áreas aconteceram em pelo menos cinco bairros de classe média da zona sul – Parque Jabaquara , Vila Fachini, Vila do Encontro, Cidade Vargas, Cidade Leonor e mais outras favelas nas imediações da obra.

Está previsto para agosto/2011 as remoções das famílias, em outubro/2011, o inicio das obras e, para 2014, a conclusão. Segundo o estudo de impacto ambiental da prefeitura, 8,1 mil famílias/casas serão afetadas, 7 mil em favelas. Nos cálculos dos moradores, os números são ainda maiores: ao menos 11,4 mil casas, o que significa cerca de 45 mil pessoas.

Por conta das favelas, a obra tem sido tratada como uma reurbanização. Em meio a tantas desapropriações, ao redor do córrego haverá o tal parque linear e de acordo com a Secretaria de Habitação, serão construídas moradias populares para essas pessoas na mesma região. De longe da para imaginar que tais moradias não comportarão todos.

Bom, agora só nos resta esperar quais serão os malefícios e benefícios de tal Operação Urbana chamado por alguns de “reurbanização” e por outros de "desapropriação".

FONTE: www.camara.sp.gov.br

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Marcha da Maconha - SP


Grande Marcha da Maconha está prevista para acontecer no próximo dia 02 de julho de 2011 no MASP às 14h.

Para compreendermos o objetivo desse “movimento” segue na íntegra a Carta de Princípios extraída do blog oficial marchadamaconha.org


CARTA DE PRINCÍPIOS DA MARCHA DA MACONHA BRASIL

A Marcha da Maconha Brasil é um movimento social, cultural e político, cujo objetivo é levantar a proibição hoje vigente em nosso país em relação ao plantio e consumo da cannabis, tanto para fins medicinais como recreativos. Também é nosso entendimento que o potencial econômico dos produtos feitos de cânhamo deve ser explorado, especialmente quando isto for adequado sob o ponto de vista ambiental.

A Marcha da Maconha Brasil não é um movimento de apologia ou incentivo ao uso de qualquer droga, o que inclui a cannabis. No entanto, partilhamos do entendimento de que a política proibicionista radical hoje vigente no Brasil e na esmagadora maioria dos países do mundo é um completo fracasso, que cobra um alto preço em vidas humanas e recursos públicos desperdiçados.

A Marcha da Maconha Brasil não tem posição sobre a legalização de qualquer outra substância além da cannabis, a favor ou contra. O nosso objetivo limita-se a promover o debate sobre a planta em questão e demonstrar para a sociedade brasileira a inadequação de sua proibição.

A Marcha da Maconha Brasil tem como objetivo agregar todos aqueles que comunguem dessa visão, usuários da erva ou não, que desejem colaborar de alguma forma para que a proibição seja derrubada. Os que estão presos pelo simples fato de plantar a cannabis para uso pessoal são considerados presos políticos, assim como todos aqueles que estão atrás das grades sem ter cometido violência nenhuma contra ninguém, por delitos relacionados a esse vegetal que o conservadorismo obscurantista teima em banir.

Para atingir os seus objetivos, a Marcha da Maconha Brasil atuará estritamente dentro da Constituição e das leis. Não abrimos mão da liberdade de expressão, mas também não promovemos a desobediência a nenhuma lei. Entretanto, reconhecemos que se a sociedade tem o dever de cumprir a lei elaborada e aprovada por seus representantes eleitos, os legisladores devem exercer a sua função em sintonia com a evolução da sociedade.

Uma vez por ano, simultaneamente com o movimento internacional Global Marijuana March, a Marcha da Maconha Brasil organizará e convocará manifestações públicas pela legalização da cannabis. Além disso, também poderão ser organizadas outras atividades, tais como seminários, conferências e debates, inclusive em colaboração com outros grupos e movimentos, nacionais e estrangeiros.

FONTE: http://blog.marchadamaconha.org



segunda-feira, 20 de junho de 2011

Parada LGBT 2011


Todo dia 28 de Junho marca o inicio do Dia Mundial do Orgulho LGBT.

No Brasil, a partir de 1995, as paradas do Orgulho LGBTS (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis Transexuais e Simpatizantes) começaram a se tornar um importante momento em prol da liberdade de expressão, igualdade de direitos e visibilidade desta população.

No próximo dia 26 de Junho de 2011, acontece em frente ao MASP, a 15ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo com o lema “Amai-vos uns aos outros: basta de homofobia!”.

domingo, 12 de junho de 2011

Não dê esmola, dê futuro.


Em 12 de junho, a Secretaria Municipal de Assistência Social, por meio da Coordenadoria da Proteção Social Especial – CPSE, e da Comissão Municipal de Enfrentamento à Violência, Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes - CMDCA, inicia a campanha do Dia Mundial de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil na cidade de São Paulo.

Durante a campanha, que vai do dia 12 ao dia 19, os agentes de abordagem que compõem a equipe da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social - SMADS, estarão nas ruas, em um trabalho de conscientização com a distribuição de folders em locais de grande circulação, como bares e restaurantes, estações de trem e metrô, feiras livres e nos cruzamentos das principais ruas e avenidas das cinco regiões da Capital.

A exploração de trabalho infantil ocorre de várias formas, dentre as quais podem ser destacadas a produção de material ou atuações pornográficas, trabalhos com exposição ao sol, chuva, frio, ruído ou vibração, em prostíbulos, boates, feiras livres e comércio varejista, bares, cabarés, casas noturnas, danceterias, casas de massagem, saunas, motéis, jogos de azar, tráfico de entorpecentes e outros produtos.

O Plano de Erradicação do Trabalho Infantil, de âmbito nacional, articula um conjunto de ações, visando a proteger e retirar crianças e adolescentes, com idade inferior a 16 anos, da prática do trabalho precoce.

A Coordenadoria da Proteção Social Especial – CPSE, da Secretaria Municipal de Assistência Social, na elaboração do Plano de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil para a cidade de São Paulo, tem como pressuposto a promoção, garantia e defesa dos direitos da criança e do adolescente em situação de exploração e trabalho infantil, por meio de programas, projetos e serviços.

O Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS, constitui uma unidade estatal, responsável pela oferta de atenções especializadas de apoio, orientação e acompanhamento a crianças e adolescentes em situação de violação de direitos.

Para denunciar esses casos, a Prefeitura dispõe do 156, ligação gratuita, 24 horas por dia, além do Disque 100, Conselho Tutelar da região, Comissão Municipal de Enfrentamento à Violência, Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes - CMDCA, Ouvidoria 0800 175717 ou ainda a Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região, preenchendo o formulário de Denúncia no www.prt2.mpt.gov.br ou pelo telefone 0800 111616 – SOS Trabalho Infantil (ligação gratuita).

FONTE: D.O.C. São Paulo, 56 (109), sábado, 11 de junho de 2011